terça-feira, 1 de maio de 2012

Laser lipólise

A laser lipólise já existe no mundo há muitos anos, mas não obteve muito público no Brasil provavelmente devido ao custo mais elevado que apresentava. Oferece uma recuperação mais rápida com um retorno mais rápido às atividades, menos dor e uma menor quantidade de equimoses após o procedimento.

Praticamente qualquer pessoa com boa saúde e que possua uma ou mais áreas de acúmulo de tecido adiposo que teimam em não responder bem à dieta e exercícios físicos, pode se candidatar à lipolaser. Vale lembrar que, como na lipoaspiração tradicional, não é um método de emagrecimento; necessitando que o paciente esteja pelo menos próximo do seu peso ideal.




Na lipoaspiração tradicional, dependendo da localização e do volume de gordura retirada, é possível ter como consequência flacidez de pele. O lipolaser oferece um efeito adicional de retração e melhora da qualidade da pele por estímulo da produção e contração do colágeno. Previne e trata alguns graus de flacidez além de poder ser utilizado no tratamento de celulite com resultados muito interessantes. Por isso, seu uso é considerado ideal para determinadas regiões como na face(ex: queixo duplo), pescoço, braços, parte interna da coxa, joelhos, culote, aquela gordurinha das costas que fica na altura do sutian, ginecomastia e praticamente qualquer área de pele frouxa e flácida. Não há necessidade de utilizá-lo na maioria das áreas corporais com pele mais grossa e com boa elasticidade.




A idéia é uma lipoaspiração menos agressiva que a tradicional, utilizando cânulas bem finas (1 a 3mm) inseridas por incisões mínimas. Há um menor trauma tecidual com menor lesão de outras estruturas. Na extremidade da cânula está posicionado o laser que possui efeito térmico “derretendo” as células de gordura e promovendo a coagulação dos vasos sanguíneos que são proporcionalmente menos lesados. O resultado é uma menor perda sanguínea e menor equimoses. O laser ao entrar com as células de gordura, leva a ruptura pelo calor emitido e produz um líquido viscoso, formado por gordura e detritos das células rotas.



A luminosidade do laser pode ser vista através da pele também auxilia ao cirurgião na localização da cânula, contribuindo para a segurança do procedimento. Por serem utilizadas incisões tão diminutas, na imensa maioria das vezes são desnecessários os pontos cutâneos para fechá-las.

Quando a região de intervenção é pequena, como o pescoço, flancos ou braços; pode nem haver necessidade de aspirar a gordura dissolvida pelo laser. Ela pode e é absorvida e eliminada pelo próprio organismo. Se a área tratada é mais extensa ou possui um panículo adiposo mais espesso, procede-se a aspiração do líquido resultante através de uma cânula com diâmetro menor que as usadas tradicionalmente. A anestesia pode ser local.

É necessário saber que gordura derretida não pode ser reaproveitada para enxertia como se poderia fazer em uma lipoaspiração tradicional. Continua sendo um procedimento cirúrgico com riscos e deve ser realizada por um profissional com treinamento adequado (Cirurgião Plástico Especialista com treinamento em lipolaser). Um superaquecimento, por exemplo, pode provocar graves danos ao tecido. É uma técnica mais cara e demorada que a lipoaspiração tradicional e o acréscimo de custo do aparelho.



Após cerca de 3 meses, pode ser até difícil encontrar os pontos de inserção do aparelho, ou indícios de que foi feita alguma lipoaspiração. A pele contrai com o tecido cicatricial que substitui a gordura derretida. Só que é impossível saber qual o grau de retração que sua pele vai ter. Alguns pacientes têm uma ótima retração enquanto outras têm apenas uma leve. Não há como predizer o grau de retração de sua pele já que as peles reagem diferentemente ao laser inclusive numa mesma pessoa.

O preço mais elevado é compensado por menos dor e volta ao trabalho mais cedo. O tempo maior (um a duas horas a mais) é amplamente compensado por duas ou três semanas a menos na recuperação. Se for necessário gordura para enxerto, ela pode ser retirada de outra área, da forma convencional.

Após a cirurgia, costuma-se recomendar repouso relativo dos movimentos. Nos dias seguintes, evitar uso de anti-inflamatórios e anti-agregantes plaquetários como aspirina ou qualquer substância que possa interferir na coagulação sanguínea. Além de evitar fumo dos dias subsequentes ao procedimento. Recomenda-se 10 a 15 sessões de drenagem linfática.

Cintas compressivas também são importantes no processo de recuperação. Elas estimulam a cicatrização e previnem mudanças indesejáveis nos tecidos afetados pelo procedimento. Ainda previnem equimoses e hematomas.

Existem dois aparelhos de laserlipólise no mercado atualmente: O Slim Lipo e o Smart Lipo. O último utiliza a tecnologia do Nd YAG, enquanto o Slim Lipo possui dois tipos de laser. O objetivo é o mesmo: quebra das células de gordura e retração cutânea por estímulo da produção de colágeno, reduzindo a flacidez. O que muda basicamente é o protocolo de utilização.

Contra-indicações: fumantes, portadores de doenças cardíacas, hepáticas e renais e ainda aquelas que fazem uso de medicamentos anticoagulantes.

Ele ainda pode ser utilizado no tratamento de hiperhidrose e osmohidrose axilar, além de lipomas e áreas de celulite.



Fonte de Imagens: Veja online, Jornal Correio Braziliense, Caras.

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